domingo, 12 de fevereiro de 2012

Um direito!



 No dia 10 de fevereiro de 2012, após a realização de uma atividade que realizo todas as sextas-feiras na cadeia pública de Juazeiro do Norte. Uma cena muito me abalou no final da atividade. Lá eu convivo e converso com detentos de todo tipo, viciados, ladrões, homicidas, etc. Porém, nenhum deles me causou tanto desconforto como a cena que meus olhos infelizmente tiveram que vê nessa ultima sexta-feira. Quando eu já estava de saída, havia uma mulher de pouco mais de 25 anos segurando um bebê de um mês de vida. A criança chorava muito, e a mulher tia do bebê, pedia aos policiais que por amor de Deus, deixa-se que ela levasse a criança até a cela, onde a mãe dele esta presa para que ela pode-se dar de mamar ao seu filho. Os policiais olhavam um para o outro e diziam: Não tem outro jeito, temos que deixar, a criança só tem um mês!
 Ao sair dali, as lágrimas tomaram conta da minha face. E os porquês, invadiram minha mente. Me perguntei, como uma criança de apenas um mês de vida pode pagar por erros de tanta gente? E quando falo muita gente, não falo só dos pais daquela criança. Falo da sociedade como um todo, dos pais dos pais daquele bebê. Das falhas do governo que constrói escolas, praças, ferrovias e rodovias, hospitais e obras. E que não constrói um ser humano integro ou pelo menos com direitos assegurados. Lembrei-me dos erros das religiões, que louvam e bendizem ao Senhor Deus, mas viram as costas para aqueles aquém Deus Ama e que a suas igrejas rejeitam pois são adeptos do mal. Dos professores que ensinam, mas, não educam. Preparam os alunos para o capitalismo e não para serem cidadãos de bem. Dos jovens que tem oportunidades e preferem acender um cigarro de maconha porque são mentes abertas. Principalmente EU, que fico fazendo discursos e escritos e que não tenho coragem de sair do conforto do meu quarto para lutar em favor de uma criança, que não tem direito de se alimentar de leite e amor materno. O mundo precisa de pessoas como Jesus, Maria, Sócrates, Madre Tereza de Calcutá, João Paulo II, Mandela, Francisco de Assis, padre Léo. Entre tantos outros que tiveram amor pelo seu semelhante e deram suas vidas em favor de uma só causa: O OUTRO!

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